quarta-feira, 30 de abril de 2014

Laxante....Melancia ( Cucurbita citrullus)


A melancia é produzida por uma planta da família das Cucur-bitáceas, oriunda da índia e aclimatada no Brasil, sendo cultivada em todos os Estados do País. Outro nome botânico para a melancia é Citrullus vulgaris.
Composição química
Em cada 100 gramas de melancia encontram-se:
Calorias 31,00
Agua 92,00 g
Hidratos de carbono 6,90 g
Proteínas 0,50 g
Gorduras 0,20 g
Sais 0,30 g
Vitamina A 408 U.l.
Vitamina B1 (Tiamina) 25,00 mcg
Vitamina B2 (Riboflavina) 35,00 mcg
Vitamina B5 (Niacina) 0,20 mg
Vitamina C (Acido ascórbico) 9,00 mg

Os mais importantes sais contidos em 100 gramas de melancia são formados por:

Fósforo 12,00 mg
Cálcio 7,00 mg
Ferro 0,23 mg


Uso medicinal
A melancia, diz o Dr. Domingos D'Ambrósio. "é levemente la­xante, porém muito diurética. Por isso é indicada no reumatismo, nas ascites e nas obstruções renais".
"Vale mais para um urêmico ou para um gotoso", ensina o Dr. W. F. Friedmann, "uma talhada de melancia do que o melhor dos diuréticos.
"Experiências várias provaram que a água contida na melancia provoca grandes descargas de ácido úrico, limpando, na sua pas­sagem, os filtros renais...
"A melancia ... lava o estômago e os intestinos, dando à ração um volume total que provoca as contrações peristálticas das pare­des do aparelho digestivo, evitando a atonia intestinal, que é a cau­sa das constipações ou prisões de ventre e consequentes estados de melancolia, neurastenia, etc., tão próprias das gerações moder­nas".
O Dr. Demétrio Laguna Alfranca afirma que "a melancia é es­pecialmente indicada para os que padecem de enfermidades das vias urinárias. As pessoas que precisam fazer uma cura desta fruta, devem servir-se do suco da mesma, que não é indigesto nem pesa­do... O suco vai bem nas febres".
Com o uso da melancia, em abundância, curam-se ou comba­tem-se as enfermidades da pele.
O Dr. Leo Manfred aconselha a melancia aos que sofrem de dores e gases intestinais, bem como aos que padecem de afecções das vias respiratórias, como bronquites crónicas, catarros pulmo­nares, etc.
O Dr. Teófilo Luna Ochoa diz que muitos dietistas encontraram na melancia "um remédio contra o reumatismo, a artrite, as enfer­midades dos rins e da bexiga, ... a blenorragia, a acidez estomacal, a dispepsia, a obesidade e a hipertensão arterial, ... e também para aliviar as afecções da garganta, as chagas da boca, e o veemente desejo de tomar bebidas alcoólicas".
Exteriormente, usa-se a melancia no tratamento da erisipela. Apli­ca-se triturada, polpa e casca, em cataplasmas, ou o suco em pin­celadas.
Para combater as febres, toma-se suco de melancia e aplicam-se fatias de melancia diretamente sobre o abdómen.
As sementes oleaginosas da melancia, trituradas, são úteis para o preparo de uma emulsão emoliente, que tem grande utilidade nas inflamações das vias urinárias.
As orchatas preparadas com as semente trituradas acalmam as dores produzidas por ferimentos. Os efeitos comprovados são notáveis.
Em virtude do seu conteúdo em cucurbocitrina, as sementes têm o poder de dilatar os vasos capilares, reduzindo a hipertensão arterial.

Valor alimentício
A melancia é dotada de extraordinário poder refrescante. Num dia de calor, nada tão bom como sentar-se à sombra de uma árvore e comer uma melancia bem madura.
É uma fruta que deve ser comida bem fresca e madura; do contrário produz cólicas e disenterias perigosas.
Devemos usar mas não abusar. Os que abusam desta cucur-bitácea, principalmente quando se trata de criança, muitas vezes são vítimas de diarreia.
A melancia é uma fruta que dificilmente combina com outros ali­mentos sólidos ou líquidos. Devemos, pois, comê-la isoladamente, evitando misturas
.
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário

AVISO

Este site tem finalidades exclusivamente informativas.
É importante esclarecer que este site, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.
Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a
manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,independentemente de censura ou licença" (inciso IX).