quarta-feira, 12 de novembro de 2014

VOCÊ PODE CURAR A SUA VIDA (Louise L. Hay)



    Somos todos 100% responsáveis por nossas experiências.
       Cada pensamento que temos está criando nosso futuro.
       O ponto do poder está sempre no momento presente.
       Todos sofrem de culpa e ódio voltados contra si próprios.
       Ressentimentos, crítica e culpa são os padrões mais   prejudiciais.
       A liberação do ressentimento pode remover até um câncer.

 Quando realmente amamos a nós mesmos, tudo na vida funciona.
 Devemos nos libertar do passado e perdoar a todos.
 Devemos estar dispostos a começar a aprender a nos amar.
 A auto-aprovação e a auto-aceitação no agora são a chave para mudanças positivas.
Cada uma das chamadas “doenças” em nosso corpo são criadas por nós.

 SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSA VIDA

   O que pensamos sobre nós torna-se verdade para nós. Acredito que todos nós somos responsáveis, direta ou indiretamente, por tudo o que acontece em nossas vidas, desde o melhor até o pior. Cada pensamento que temos está criando nosso futuro. Cada um de nós cria suas experiências através dos pensamentos e emoções. Os pensamentos que temos e as palavras que falamos criam nossas experiências.

   Criamos as situações e então abrimos mão do nosso poder culpando os outros pela nossa frustração. Nenhuma pessoa, nenhum lugar, nenhuma coisa tem poder sobre nós, pois “nós” somos os únicos pensadores em nossa mente. Criamos nossas experiências, nossa realidade e tudo o que há nela. Quando criamos paz, harmonia e equilíbrio em nossas mentes, os encontramos em nossa vidas.

   Colocado de outra forma, nossa mente subconsciente aceita tudo que escolhemos para acreditar, mas as duas formas significam que o que acredito sobre mim e sobre a vida torna-se verdade para mim. E nossas escolhas sobre o que podemos pensar são ilimitadas.

 O PODER UNIVERSAL JAMAIS NOS JULGA

   Ele apenas nos aceita dentro do nosso próprio valor e depois reflete nossas crenças em nossas vidas. Se quero acreditar que a vida é solitária e ninguém me ama, isso é o que encontrarei em meu caminho.

   Todavia, se estou disposto a abandonar essa crença e afirmar para mim mesmo: “O amor está em todos os lugares e eu sou amoroso e digno de amor”, mantendo-me firme nessa nova declaração e repetindo-a com frequência, ela se tornará verdade para mim. Então pessoas amorosas entrarão em minha vida, as pessoas que já estão nela tornar-se-ão mais amorosas em relação a mim e eu me encontrarei expressando amor pelos outros com facilidade.

FALSAS CRENÇAS

   Se viveu com pessoas muito infelizes, medrosas, culpadas ou iradas, aprendeu muitas coisas negativas sobre você e seu mundo.

   Isso não é bom ou mau, certo ou errado. É apenas o que conhecemos dentro de nós como “lar”. Também temos a tendência de recriar nos nossos relacionamentos pessoais os mesmos relacionamentos que tínhamos com nossas mães ou pais, ou com o que existia entre eles. Pense quantas vezes você teve uma amante ou chefe “igualzinho” à sua mãe ou seu pai.

   Também nos tratamos da forma como nossos pais nos tratavam. Repreendemo-nos e nos castigamos da mesma maneira. Também nos amamos e nos encorajamos da mesma forma. Pode-se quase ouvir as mesmas palavras quando se presta atenção. Também nos amamos e nos encorajamos da mesma maneira se fomos amados e encorajados em crianças.

   Somos todos vítimas de vítimas e de maneira nenhuma eles poderiam ter nos ensinado algo que não conheciam. Se seus pais não soubessem se amar, seria impossível ensinarem a você como se amar. Eles fizeram o melhor que podiam com o que lhes foi ensinado quando eram crianças. Se você  deseja compreender melhor seus pais, peça-lhes para falar sobre sua própria infância. Se você ouvir com compaixão, aprenderá de onde vieram seus medos e padrões rígidos. As pessoas que lhe fizeram “tudo aquilo” estavam tão receosas e assustadas como você está agora.

ESCOLHEMOS NOSSOS PAIS

   Cada um de nós decide encarnar neste planeta em pontos específicos no tempo e no espaço. Escolhemos vir para cá com o intuito de aprender uma lição em particular que nos fará avançar no nosso caminho espiritual, na nossa evolução. Escolhemos nosso sexo, cor, pais, e então procuramos o casal específico que refletirá o padrão que estamos trazendo conosco para trabalhar durante esta vida. Então, quando crescemos, geralmente apontamos um dedo acusador para nossos pais e choramingamos: “Vocês me fizeram isso”. Porém, na verdade, os escolhemos porque eles eram perfeitos para a tarefa que queríamos executar nesta existência.

   Aprendemos nossos sistemas de crenças ainda pequenos e depois vamos pela vida criando experiências que combinem com nossas crenças. Olhe para o passado e veja quantas vezes você passou pela mesma experiência. Bem, eu acredito que você criou e recriou essas experiências porque elas refletiam algo em que você acreditava sobre si mesmo. Não importa realmente há quanto tempo temos um problema, o seu tamanho ou o quanto ele é ameaçador.

O PONTO DO PODER ESTÁ NO PRESENTE

    Todos os eventos que você experimentou em sua vida até este instante foram criados pelos pensamentos e crenças que manteve no passado. Eles foram criados pelos pensamentos e palavras que você usou ontem, na semana passada, no mês passado, no ano passado, há 10, 20, 30 ou 40 anos atrás, dependendo da sua idade.

    Entretanto, esse é o seu passado e ele já acabou, não pode ser modificado. O importante neste momento é o que você está escolhendo pensar, acreditar e dizer agora. Esses pensamentos e palavras criarão seu futuro. Seu ponto de poder está no presente instante e está formando as experiências de amanhã, da semana que vem, do mês que vem, do ano que vem.

    Preste atenção no que você está pensando neste momento. É positivo ou negativo? Você quer que esse pensamento crie seu futuro? Apenas preste atenção e tome consciência disso.

OS PENSAMENTOS PODEM SER MUDADOS

   Não importa qual seja o problema, nossas experiências são tão-somente efeitos externos de pensamentos internos. Até mesmo o ódio voltado para si mesmo é um pensamento que você tem sobre si mesmo. Esse pensamento produz uma emoção e você entra nessa emoção. Todavia, se você não tiver o pensamento, não terá a emoção. E os pensamentos podem ser modificados. Mude o pensamento e a emoção desaparecerá.

   Isso é apenas para nos mostrar onde conseguimos muitas de nossas crenças. Porém, não usemos essa informação como uma desculpa para continuarmos imersos em nossa dor. O passado não tem poder sobre nós. Não importa por quanto tempo estivemos abrigando um padrão negativo. O ponto do poder está no momento presente. Que coisa maravilhosa de compreender! Podemos começar a nos libertar neste instante!

   Podemos habitualmente pensar e repensar a mesma coisa tantas vezes que perdemos a noção de que estamos escolhendo o pensamento. Porém, a escolha original foi mesmo nossa. Podemos nos recusar a pensar certas coisas. Veja quantas vezes se recusou a pensar logo algo de positivo sobre você mesmo. Da mesma forma, também poderá se recusar a pensar algo de negativo sobre si mesmo.

   Parece-me que todas as pessoas que conheço ou com quem trabalhei estão sofrendo de culpa e ódio voltados contra si mesmas em maior ou menor grau. Quanto mais ódio e culpa temos, menos funciona nossa vida. Quanto menos ódio e culpa, melhor nossa vida funciona em todos os níveis.

 AS EMOÇÕES QUE MAIS CAUSAM PROBLEMAS

   Observem que o RESSENTIMENTO, a CRÍTICA, a CULPA e o MEDO causam mais problemas do que qualquer outra coisa.

   Essas quatro emoções causam os principais problemas em nossos corpos e nossas vidas. Essas sensações surgem por culparmos os outros e não assumirmos a responsabilidade pelas nossas próprias experiências. Entenda, se somos todos responsáveis por tudo o que existe em nossas vidas, não temos a quem culpar. Seja o que for que esteja acontecendo “lá” é apenas um reflexo dos nossos próprios pensamentos interiores. Não estou defendendo o mau comportamento dos outros, mas são nossas crenças que atraem pessoas que nos tratam assim.

   Se você se descobre dizendo: “Todos sempre fazem isso comigo, me criticam, nunca me ajudam, me usam como um capacho, abusam de mim”, então esse é o seu padrão. Existe algo em você que atrai pessoas que mostram esse comportamento. Deixando de pensar dessa forma, você fará com que elas se afastem e vão agir dessa maneira com outra pessoa. Você não mais as atrairá.

   O ressentimento abrigado por longo tempo pode devorar o corpo e se tornar a doença que chamamos de câncer. A crítica como hábito permanente muitas vezes leva ao aparecimento da artrite. A culpa sempre procura punição e a punição cria a dor. O medo e a tensão que ele produz podem criar coisas como calvície, úlceras e até mesmo dores nos pés.

  Descobri que o perdão e o se libertar do ressentimento são capazes de dissolver até o câncer. Embora essa afirmação possa parece simplista, já vi e comprovei isso em meu trabalho.

 MUDANDO AS ATITUDES

   O passado é passado. Não podemos mudá-lo no presente. Todavia, podemos modificar nossos pensamentos e atitudes sobre o passado. Como é tolo nos punir no presente porque alguém nos magoou no passado distante.

   Muitas vezes digo a pessoas que possuem profundos padrões de ressentimento: “Por favor, comece a dissolver o ressentimento agora, enquanto é relativamente fácil. Não espere até estar sob a ameaça do bisturi de um cirurgião ou no seu leito de morte, quando terá de lidar também com o pânico”.

   Quando estamos em pânico, é muito difícil focalizarmos nossas mentes no trabalho de cura. Precisamos de mais tempo para primeiro dissolver nossos medos.

   Se escolhemos acreditar que somos vítimas indefesas e que tudo é inútil, o Universo nos apoiará nessa crença e cairemos ainda mais fundo. É vital que nos libertemos dessas ideias e crenças tolas, fora de moda, negativas, que não nos apoiam e não nos nutrem. Até mesmo nosso conceito de Deus precisa ser modificado para que tenhamos um Deus por nós, não contra nós.

   Precisamos escolher nos libertar do passado e perdoar a todos, inclusive a nós mesmos. Talvez não saibamos como perdoar e talvez não queiramos perdoar. Porém, o simples fato de dizermos que estamos dispostos a perdoar dá início ao processo de cura. Para nossa própria cura é imperativo que “nós” nos libertemos do passado e perdoemos a todos.

   «Eu o perdôo por não ser como eu queria que você fosse. Eu o perdôo sinceramente e o liberto». Essa afirmação nos liberta.

 PORQUE PERDOAR?

   Sempre que estamos doentes, necessitamos procurar dentro de nossos corações para descobrirmos quem precisamos perdoar.

   Perdoar significa soltar, desistir. Não tem nada a ver com desculpar um determinado comportamento. É só deixar toda a coisa ir embora. Não precisamos saber como perdoar. Tudo o que necessitamos fazer é estarmos dispostos a perdoar. O Universo cuidará do resto.

   Compreendemos bem demais nossa própria dor. Como é dificil para a maioria de nós compreendermos que eles, sejam lá quem forem que mais precisam de nosso perdão, também estão sofrendo dor. Precisamos entender que eles estavam fazendo o melhor que podiam com a compreensão, a consciência e o conhecimento que tinham na época.

  A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA

   Aprendi que, quando realmente amamos, aceitamos e aprovamos a nós mesmos exatamente como somos, tudo na vida funciona. É como se pequenos milagres estivessem em todos os cantos. Nossa saúde melhora, atraímos mais dinheiro, nossos relacionamentos tornam-se mais satisfatórios e começamos a nos expressar de forma plena e criativa. Tudo parece acontecer sem nem mesmo tentarmos.

   Amar e aprovar a si mesmo, criar um espaço de segurança, confiança, merecimento e aceitação resultará na criação da organização da sua mente, criará relacionamentos mais amorosos em sua vida, atrairá um novo emprego e um novo e melhor lugar para viver, e até permitirá que seu peso corporal se equilibre. Pessoas que amam a si mesmas e aos seus corpos não se prejudicam nem prejudicam os outros.

   A auto-aprovação e a auto-aceitação no aqui e agora são as principais chaves para mudanças positivas em todas as áreas de nossas vidas.

   «Parte da auto-aceitação é se desprender das opiniões dos outros».

    O amar a si mesmo, amar o eu, começa com jamais nos criticarmos por nada. A crítica nos tranca dentro do padrão que estamos tentando modificar. A compreensão e os sermos gentis conosco mesmos nos ajudam a sair dele. Lembre-se, você esteve se criticando por anos e não deu certo. Tente se aprovar e veja o que acontece.

 PENSAMENTOS & PALAVRAS

   Pensamentos e palavras criam nossas experiências futuras.

  
 As palavras que emitimos dão indicação de nossos pensamentos interiores. Às vezes, as palavras usadas não combinam com as experiências descritas. Então sei que ou eles não tem consciência do que realmente está acontecendo ou estão mentindo para mim. Qualquer uma dessas alternativas é um ponto de início e nos dá a base da qual podemos começar o tratamento.

   Creio que a palavra deveria é uma das mais prejudiciais que existem em nossa linguagem. Sempre que usamos “deveria” estamos na verdade dizendo “errado”. Ou estamos errados ou estávamos errados ou vamos estar errados. Penso que não precisamos de mais “errados” em nossas vidas. Necessitamos de mais liberdade de escolha. Eu gostaria de pegar a palavra deveria e retirá-la do nosso vocabulário para sempre. Então eu a substituiria pela palavra posso. “Posso” nos dá escolha e jamais estamos errados.

   Olhe para todas as pessoas que tentam se forçar por anos e anos a seguir uma carreira da qual nem ao menos gostam só porque seus pais disseram que elas deveriam segui-las. Quantas vezes nos sentimos inferiores porque nos disseram que deveríamos ser mais inteligentes, ricos ou criativos do que algum parente.

   Quando somos pequenos aprendemos como nos sentir sobre nós mesmos e sobre a vida das reações dos adultos que nos cercam. Sejam quais forem essas crenças, elas serão recriadas como experiências à medida que crescemos. Todavia, estamos apenas lidando com padrões de pensamentos, e o ponto do poder está sempre no presente. As modificações podem começar quando quisermos.

 AMAR A SI MESMO

   Continuo explicando que não importa quais pareçam ser seus problemas, só existe uma única coisa em que trabalho com todos – o amor ao eu. O amor é o remédio milagroso. Amar a nós mesmos é algo que realiza milagres em nós mesmos.

    Não estou falando sobre vaidade, arrogância ou convencimento, pois isso não é amor, mas somente medo. Falo sobre ter um grande respeito por nós mesmos e uma gratidão pelo milagre de nosso corpo e nossa mente.

    Amor, para mim, é apreciação a tal ponto que ela enche meu coração ao máximo e extravasa. O amor pode tomar qualquer direção. Posso sentir amor por:

    O processo da vida em si; A alegria de estar vivo; A beleza que vejo; Outra pessoa; O conhecimento; O processo da mente; O Universo e o modo como funciona; etc. O que voce pode acrescentar a essa lista?

    Se de alguma maneira negamos nosso bem, trata-se de um ato de não nos amar.

    A falta de auto-valorização é uma outra expressão do não amar a nós mesmos.

 EXERCÍCIO DO ESPELHO

   Peço ao cliente para ficar em frente a um espelho, olhar bem nos olhos, dizer seu nome e depois: “Eu amo e aceito você exatamente como você é”.

   Esse exercício é extremamente dificil para muitas pessoas. É raro eu obter uma reação tranquila, muito menos um pouco de alegria com essa prática. Alguns choram ou ficam com olhos marejados, outros se enfurecem, outros ainda menosprezam suas feições ou qualidades, uns poucos afirmam que não conseguem.

   O trabalho com o espelho é muito poderoso. Quando crianças, recebemos a maioria das mensagens negativas de outros que nos olhavam bem no olho, talvez sacudindo um dedo para nós. Hoje, quando a maioria de nós se olha no espelho diz algo negativo, quer criticando sua aparência ou menosprezando alguma atitude. Olhar-se bem no olho e fazer uma declaração positiva sobre si mesmo é, na minha opinião, o modo mais rápido de se conseguir bons resultados com afirmações.

 EXCESSO DE PESO

   O excesso de peso é outro bom exemplo de como podemos desperdiçar muita energia tentando corrigir um problema que não é o verdadeiro. As pessoas frequentemente passam anos e anos lutando contra a gordura e continuam com excesso de peso; afirmam que todos os seus problemas vêm porque elas são gordas. O excesso de peso é só um efeito exterior de um profundo problema interno. Para mim, ele é sempre o medo e uma necessidade de se sentir protegido. Quando nos sentimos amedrontados ou inseguros, ou “não bons o bastante”, muitos de nós acumulam gordura para se proteger.

  Gastar tempo nos menosprezando por sermos gordos demais, sentir culpa a cada garfada que comemos, fazer todas as coisas más que fazemos a nós mesmo quando engordamos, não passa de desperdício de tempo. Daqui a vinte anos estaremos na mesma posição porque não começamos a lidar com o verdadeiro problema por trás da gordura. Só conseguimos nos tornar mais amedrontados e inseguros, e então precisamos de mais peso para proteção.

   É por isso que eu me recuso a focalizar a atenção na gordura ou em dietas, pois estas não funcionam. A única dieta que dá certo é a dieta mental, a que evita pensamentos negativos sobre nós mesmos.

   É impressionante ver como, quando se começa a amar e aprovar a nós mesmos, a gordura excessiva vai desaparecendo de nossos corpos.

 FAXINA MENTAL

   Quando se quer limpar um cômodo completamente, primeiro é necessário pegar e examinar tudo o que existe nele. Algumas coisas serão olhadas com carinho e receberão limpeza e polimento para ganharem uma nova beleza. Outras talvez precisarão de conserto ou restauração, o que poderá ser feito depois, com calma. Outras coisas ainda jamais servirão para nada e deverão ser jogadas fora. Não é necessário ficar com raiva para se fazer uma boa faxina.

   O mesmo acontece quando estamos limpando nossa casa mental. Não é preciso sentir raiva só porque algumas das crenças guardadas nela estão prontas para serem atiradas fora. Livre-se delas com a mesma facilidade com que jogaria restos de comida na lata do lixo depois de uma refeição. Você por acaso cataria no lixo de ontem para fazer o jantar de hoje? Não! Então, por favor, não cate no velho lixo mental para criar as experiências de amanhã.

  Se um pensamento ou crença não lhe é mais útil, livre-se dele! Não existe nenhuma lei que diga que só porque você um dia acreditou em alguma coisa é obrigado a acreditar nela para sempre.

 A CRIANÇA INTERIOR

   Cada um de nós tem uma criança interior e com frequência passamos a maior parte de nossas vidas gritando com ela. Depois ficamos imaginando por que nossa vida não funciona.

   Se você tivesse um amigo que vivesse criticando-o, gostaria de estar sempre com ele? É possível que você tenha sido tratado dessa forma quando criança, e isso é muito triste. No entanto, isso aconteceu muito tempo atrás. Se atualmente você está escolhendo se tratar da mesma forma, então é algo mais triste ainda.

    Baseamos nosso roteiro de vida em nossas mensagens de infância. Éramos todos bonzinhos e aceitamos obedientemente o que “eles” nos disseram como sendo verdade. Seria muito facil só culparmos nossos pais e sermos vítimas pelo resto da vida, mas isso não teria graça nenhuma e com toda a certeza não nos tiraria da encrenca em que nos encontramos agora.

 A CULPA

   A culpa é um dos modos mais garantidos de se permanecer dentro de um problema. Quando culpamos alguém, estamos abrindo mão de nosso poder. A compreensão nos permite elevarmos-nos acima da questão e assumirmos o controle de nosso futuro.

   A culpa é uma emoção completamente inutil. Nunca faz ninguém se sentir bem nem muda uma situação. É uma ilusão perigosa.

   Esquecemos que criamos as situações e então abrimos mão de nosso poder culpando outra pessoa pela nossa frustração. Ninguém, nenhum lugar, nada tem nenhum poder sobre nós, pois “nós” somos o único “pensador” em nossas mentes. Criamos nossas experiências, nossa realidade e todos que estão nela. Quando criamos paz, harmonia e equilíbrio em nossa mente, encontramos o mesmo em nossa vida.

   O passado não pode ser mudado. O futuro é moldado pelo pensamento atual. É imperativo para nossa liberdade entender que nossos pais estavam fazendo o máximo que podiam com a compreensão, consciência e sabedoria que tinham. Sempre que culpamos alguém, não estamos assumindo a responsabilidade por nós mesmos.

   Aquelas pessoas que nos fizeram aquelas coisas horríveis estavam tão assustadas e amedrontadas como você está agora. Sentiam a mesma impotência que você sente agora. As únicas coisas que podiam ensinar eram as que tinham aprendido.

   Quanto você sabe sobre a infância dos seus pais, especialmente antes dos dez anos de idade? Se ainda for possível, descubra mais perguntado-lhe. Se conseguir mais informações sobre a infância de seus pais, você entenderá com maior facilidade por que fizeram o que fizeram. A compreensão resultará em compaixão.

   Se você não sabe e não tem como descobrir, tente imaginar como deve ter sido. Que tipo de infância criaria um adulto como aquele?

   Você precisa desse conhecimento para sua própria libertação. Você só poderá se libertar depois de libertá-los. Você só poderá se perdoar depois de perdoá-los. Se exigir perfeição deles, exigirá perfeição de si mesmo, o que o tornará infeliz a vida toda.

 INFLUÊNCIAS DE OUTROS

   Nossos irmãos e irmãs mais velhos são deuses para nós quando somos pequenos. Se eram infelizes, provavelmente descontaram em nós tanto física como verbalmente.

  Os professores também muitas vezes nos influenciam.

  Os vizinhos também exercem influência, não só por causa do que dizem, mas porque também nós perguntamos: “O que será que os vizinhos vão pensar?”

  Pense bem nas autoridades que tiveram influências na sua infância.

  E, naturalmente, existem as declarações fortes e muito persuasivas dos anúncios na imprensa e televisão. Um excesso de produtos é vendido fazendo-nos sentir que seremos indignos ou errados se não os usarmos.

   Todos estamos aqui para transcendermos nossas limitações iniciais, sejam quais tenham sido. Estamos aqui para reconhecer nossa própria magnificência e divindade, não importa o que eles nos tenham dito. Você tem suas crenças negativas para superar e eu tenho minhas crenças negativas para superar.

 O QUE É VERDADE?

   A pergunta: “É verdade ou real?” tem duas respostas: “Sim” ou “Não”. É verdade se você acredita que é verdade. Não é verdade se você acredita que não é verdade. O copo tanto pode estar meio cheio ou meio vazio, depende do modo como se olha para ele. Existem literalmente bilhões de pensamentos que podemos escolher para pensar.

   A maioria de nós escolhe os mesmos tipos de pensamentos que nossos pais costumavam ter, mas não somos obrigados a continuar com isso. Não existe lei que determine que só podemos pensar de uma única forma.

  Seja o que for em que acredito, torna-se uma realidade para mim. Seja o que for em que você acredita, torna-se realidade para você. Nossos pensamentos podem ser completamente diferentes. Nossas vidas e experiências podem ser completamente diferentes.

  «Tudo em que acreditamos torna-se realidade para nós».

     Seja qual for o problema, ele se origina num padrão de pensamento, e padrões de pensamento podem ser modificados!

     Esses problemas com que lidamos, podem parecer verdade. No entanto, por mais dificil que seja a questão com que estamos lidando, ela é apenas o resultado externo ou o efeito de um padrão de pensamento interno.

     Por que tão raramente nos sentamos e perguntamos a nós mesmos: “Isso é mesmo verdade ou algo que eu criei com minha atitude mental?

     Crenças como “Meninos não choram” e “Meninas não sobem em árvores” criam homens que escondem seus sentimentos e mulheres que tem medo de atividades físicas.

     Se em criança lhe ensinaram que o mundo é um lugar assustador; tudo o que você ouvir que se ajusta a essa crença será aceito como verdade. O mesmo vale para “Não confie em estranhos”, “Não saia de casa à noite” ou “Todos querem lhe passar a perna”.

     Por outro lado, se no começo de nossa vida foi nos ensinado que o mundo é um lugar seguro, nossas crenças serão outras. Podemos facilmente aceitar que o amor está presente em todos os cantos, que as pessoas são afáveis e que sempre teremos o que precisamos.

     Se em criança lhe ensinaram: “É tudo minha culpa”, você andará por aí sempre se sentindo culpado, não importa o que aconteça. Sua crença o tornará alguém que está sempre dizendo “Desculpe-me”.

     Se em criança você aprendeu a acreditar: “Eu não valho nada”, essa crença sempre o manterá no fim da fila, onde quer que esteja.

     As circunstâncias de sua infância o ensinaram a acreditar: “Ninguém me ama”? Então, com toda a certeza, você é solitário, suas amizades e relacionamentos tem curta duração.

     Quantas vezes já dissemos: “Eu sou assim mesmo” ou “É, as coisas são assim”. Essas frases na realidade estão dizendo que isso é o que acreditamos como verdade para nós, e geralmente aquilo em que acreditamos não passa da opinião de outra pessoa que incorporamos no nosso sistema de crenças. Sem dúvida, ele se ajusta a todas as outras coisas em que cremos.

     Voce é uma dessas pessoas que acordam numa certa manhã, vêem que está chovendo e dizem: “Que dia miserável”?

     Não é um dia miserável. É apenas um dia molhado. Se usarmos as roupas apropriadas e mudarmos nossa atitude mental, podemos nos divertir bastante num dia chuvoso. Agora, se nossa crença for a de que dias de chuva são miseráveis, sempre receberemos a chuva de mau humor. Lutaremos contra o dia em vez de acompanharmos o fluxo do que está acontecendo no momento.

     Não existe “bom” ou “mau” tempo, existe somente o clima e nossas reações individuais a ele.

     Se queremos uma vida alegre, precisamos ter pensamentos alegres. Se queremos uma vida próspera, precisamos ter pensamentos de prosperidade. Se queremos uma vida com amor, precisamos ter pensamentos de amor. Tudo o que enviamos para o exterior, mental ou verbalmente, voltará a nós numa forma semelhante.

UM NOVO COMEÇO

   Não importa há quanto tempo um padrão negativo, uma doença, um mau relacionamento, falta de dinheiro ou ódio voltado contra nós mesmos. Podemos começar uma mudança hoje!

   Seu problema não precisa mais ser verdade para você. Ele agora pode sumir no nada, de onde veio. E você pode fazer isso.

   Seus pensamentos e crenças do passado criaram este momento e todos os momentos até chegarmos a este. O que você agora está escolhendo pensar, acreditar e dizer criará o momento seguinte, depois o dia seguinte, o mês seguinte e o ano seguinte. E assim por diante.

   Posso lhe dar os mais maravilhosos conselhos, resultado de anos de experiência. Todavia voce pode escolher continuar a pensar os mesmos velhos pensamentos, pode se recusar a mudar e ficar com todos os seus problemas.

   Você é o poder em seu mundo! Você terá tudo o que escolher pensar!

   Neste instante começa o novo processo. Cada momento é um novo começo e este momento é um novo começo para você bem aqui e bem agora! Não é formidável saber isso? Este momento é o Ponto do Poder! Agora, neste instante, é onde se inicia a mudança!

   Pare por um instante e capte seu pensamento. Em que está pensando agora? Se é fato que seus pensamentos moldam sua vida, você gostaria que o que está pensando se tornasse verdade? Se for um pensamento de preocupação, raiva, mágoa, vingança ou medo, como acha que ele voltará a você?

   Nem sempre é fácil captarmos nossos pensamentos porque eles são muito rápidos. No entanto, podemos agora mesmo começar a prestar atenção ao que dizemos. Se você se ouvir expressando palavras negativas de qualquer tipo, pare no meio da sentença. Reformule-a ou simplesmente a abandone. Você até mesmo poderá dizer a ela: “Fora daqui”.

   Se você escolher pensamentos que criarão problemas e sofrimentos, estará cometendo uma tolice. É como escolher alimentos que sempre o fazem se sentir mal. Podemos fazer isso uma ou duas vezes, mas logo que aprendemos que determinada comida prejudica nosso corpo ficamos longe dela. O mesmo deve acontecer com os pensamentos. Fiquemos longe de pensamentos que criam problemas e sofrimento.

   «Onde existe um problema, não há algo para fazer, há algo para compreender».

   Nossas mentes criam nosso futuro. Quando temos algo de indesejável em nosso presente, precisamos usar nossas mentes para modificar a situação.

 O QUE FAZEMOS AGORA?

    A essa altura, as pessoas reagem de forma diferente. Uns erguem as mãos em horror do que podem chamar de bagunça de suas vidas, outros desistem de tentar lutar. Outros ainda ficam com raiva de si mesmos ou da vida e também desistem.

   Desistir significa acreditar que: “É inútil e impossível fazer mudanças, por isso não adianta tentar”.

   Para mim, a raiva habitual é como se ficar sentado num canto com um chapéu de burro na cabeça. Isso lhe parece familiar? Algo acontece e você fica com raiva. Porém, nunca vai além do que ficar com raiva.

   O que adianta isso? É uma reação tola desperdiçar energia apenas em ficar com raiva. Também trata-se de uma recusa em ver a vida de uma maneira nova e diferente.

   Seria muito mais útil perguntar-se como você está criando tantas situações que o enraivecem.

   Em que você está acreditando que causa todas essas frustrações? Quanto mais se entrega à raiva, mais cria situações que o enraivecem, o que o faz ser como o bobo da classe que fica de castigo num canto com um chapéu de burro na cabeça.

 VOCÊ É TEIMOSO?

   Se você quer mesmo saber o quanto é teimoso, analise a idéia de estar disposto a mudar. Todos queremos que nossa vida se modifique, que as situações fiquem melhores e mais fáceis, mas não queremos ser obrigados a mudar. Gostaríamos mais que os outros mudassem. Mas, para que tudo se modifique, precisamos mudar por dentro. Temos de mudar nosso modo de pensar, nosso modo de falar, nosso modo de nos expressar. Só então acontecerão as modificações externas.

   Esse é o passo seguinte. Já estamos a par do que são os problemas e de onde eles vieram. Agora é a hora de estarmos dispostos a mudar.

   Sempre que decido fazer uma mudança em minha vida, deixar ir alguma coisa, preciso mergulhar mais fundo dentro de mim para conseguir.

   Cada velha camada deve ser removida para ser substituída por novos pensamentos. Algumas vezes é fácil. Em outras, é como tentar levantar uma rocha.

   Quanto mais tenazmente me agarro a uma velha crença quando digo que quero fazer uma mudança, mais sei que é importante para mim livrar-me dela. E é só aprendendo essas coisas que posso ensinar aos outros.

   Creio que muitos mestres realmente bons não vieram de lares alegres, onde tudo era fácil. Geralmente foram criados num ambiente de dor e sofrimento, e foram removendo as camadas até atingirem o ponto de onde agora podem ensinar os outros a se libertar. Muitos grandes mestres estão continuamente trabalhando para deixar ir embora ainda mais, para remover camadas de limitações cada vez mais profundas. Isso se torna uma ocupação para a vida toda.

 EXERCÍCIO: “Estou disposto a mudar”.

  Vamos usar a afirmação: “Estou disposto a mudar”. Repita com frequência: “Estou disposto a mudar”. “Estou disposto a mudar”. Toque a frente do pescoço enquanto diz isso. Esse é o centro energético do corpo onde ocorre a mudança. Tocando a frente do pescoço, você está reconhecendo o processo de mudança.

   Esteja disposto a permitir que as mudanças aconteçam quando surgirem em sua vida. Tome consciência de que onde você não quer mudar é exatamente a área onde mais necessita mudar.

   A Inteligência Universal está sempre respondendo aos nossos pensamentos e palavras. As coisas definitivamente começarão a mudar à medida que você for fazendo essas afirmações.

  Quando você se propõe a fazer uma faxina mental não importa realmente por qual área você vai começar. Apenas escolha a área que mais o atrai. As outras virão quase por si mesmas.

 O QUE VOCÊ COME?

   Pessoas que não se importam com sua própria alimentação e iniciam o trabalho no nível espiritual muitas vezes se vêem atraídas pela nutrição balanceada. Encontram um amigo, um livro ou uma aula que fala no assunto, fazendo-os compreender que o que ingerem tem muito a ver com o que sentem e aparentam. O fato é que um nível sempre leva a outro quando existe a disposição de mudar e crescer.

    Tome consciência do que você come. É como prestar atenção a pensamentos. Também podemos aprender a prestar atenção a nossos corpos e aos sinais que surgem quando comemos de formas diferentes.

    Limpar a casa mental depois de uma vida inteira se entregando a pensamentos negativos é semelhante a entrar numa boa dieta depois de uma vida inteira que se passou ingerindo a comida errada. Tanto uma como outra podem criar crises antes de surgir a cura. Quando muda a dieta física, o corpo começa a atirar fora todos os resíduos tóxicos acumulados e geralmente a pessoa se sente muito mal por alguns dias. O mesmo acontece quando se toma a decisão de modificar os padrões de pensamento. A situação pode parecer pior por algum tempo.

 RESISTÊNCIA À MUDANÇA

   Quando temos algum padrão profundamente inserido em nós, primeiro precisamos percebê-lo para então curarmos a condição. Poderemos talvez começar mencionando o problema, queixando-nos dele ou vendo-o em outras pessoas. De alguma forma, ele sobe à superfície de nossa atenção e passaremos a nos relacionar com ele. Muitas vezes atraímos um professor, um amigo, uma aula ou seminário, ou um livro que nos desperta para novos meios de se abordar a dissolução do problema.

    A impaciência é outra forma de resistência, ou seja, a resistência em aprender e mudar. Quando exigimos que tudo seja feito agora mesmo, terminado imediatamente, não nos damos tempo para aprender a lição relacionada com o problema que criamos.

    Se você quer passar de um cômodo para outro, precisa se levantar e ir até lá passo a passo. Permanecer sentado na poltrona e exigir de si mesmo estar num outro cômodo não adiantará nada. O mesmo acontece com nossos problemas. Queremos vê-los resolvidos, mas não queremos fazer as pequenas coisas que somadas levarão à solução.

    Se você pensa na coisa mais difícil que tem a fazer e no quanto resiste a isso, então está olhando para sua maior lição no presente momento. O entregar-se, desistir da resistência, permitir-se aprender o que precisa tornará o passo seguinte mais fácil. Não deixe sua resistência impedi-lo de fazer mudanças. Podemos trabalhar em dois níveis: 1) Encarar a resistência e 2)Insistir nas mudanças mentais. Observe-se, analise o modo como resiste e depois continue em frente, apesar de tudo.

 TÁTICAS DE PROCRASTINAÇÃO (Adiamento)

   Nossa resistência muitas vezes se expressa como táticas de procrastinação. Usamos desculpas como:

   Farei mais tarde.

   Não posso pensar nisso agora.

   Não tenho tempo agora.

  Eu teria de ficar muito tempo afastado do meu trabalho.

  Sim, é uma boa ideia. Farei isso um dia qualquer.

  Tenho muitas outras coisas a fazer.

  Pensarei nisso amanhã.

  Assim que eu terminar com…

  Assim que eu voltar de viagem.

  A hora não é certa.

  É tarde demais.

TÁTICAS DE NEGAÇÃO

   Essa forma de resistência aparece na negação da necessidade de mudar. São coisas como:

   Não há nada errado comigo.

   Não consigo fazer nada a respeito deste problema.

   Deu tudo certo antes.

   De que adiantaria mudar?

   Se eu ignorar, talvez o problema desapareça.

 TÁTICAS DE MEDO

   De longe, a maior categoria de resistência é o medo – medo do desconhecido.

   Vejam estas:

   Ainda não estou pronto.

   Posso falhar.

   Eles poderão me rejeitar.

   O que os vizinhos vão pensar?

   Estou com medo de contar ao meu marido/mulher.

   Não sei o bastante.

   Poderei me magoar.

   Posso precisar mudar demais.

   Talvez fique muito caro.

   Não quero que ninguém saiba que tenho um problema.

    Tenho medo de expressar meus sentimentos.

    Não quero conversar sobre isso.

    Não tenho a energia necessária.

    Quem sabe onde irei terminar?

    Não tenho dinheiro agora.

    Eu não seria perfeito.

    Eu poderia perder meus amigos.

    Não confio em ninguém.

    Isso poderia prejudicar minha imagem.

 DEIXE SEUS AMIGOS EM PAZ

   Muitas vezes, em vez de trabalharmos em nossas próprias mudanças, decidimos que um determinado amigo precisa mudar. Isso também é resistência.

   Quando algo dá certo para nós, geralmente queremos compartilha-lo com outros, mas talvez eles não estejam prontos para fazer uma mudança naquele ponto do tempo e do espaço. Já é difícil mudar quando queremos, e tentar fazer alguém mudar quando não quer é simplesmente impossível e pode estragar uma boa amizade. Eu forço meus clientes porque eles me procuram. Quanto aos meus amigos, deixo-os em paz.

 TRABALHO COM O ESPELHO

   Os espelhos refletem nossas sensações sobre nós mesmos, mostram-nos com clareza que áreas precisam ser modificadas se quisermos uma vida plena e alegre.

   Peço às pessoas para olharem dentro de seus olhos e dizerem algo de positivo para elas mesmas sempre que passarem por um espelho. O modo mais poderoso de se fazer afirmações é olhando no espelho e falando-as em voz alta. Há uma percepção imediata da resistência e assim pode-se superá-la mais rapidamente.

   Agora olhe para o espelho e diga a si mesmo: “Estou disposto a mudar”.

   Note como se sente. Se estiver hesitante, resistente ou simplesmente não quer mudar, pergunte-se por quê. A que velha crença você está se agarrando? Lembre-se, não é hora de se censurar. Só preste atenção ao que está acontecendo e que crença sobe à superfície. Essa é a que tem lhe causado tantas complicações. Será que você pode reconhecer de onde ela veio?

 PADRÕES REPETIDOS

   Para cada hábito que temos, para cada experiência por que passamos, para cada padrão que repetimos, existe uma necessidade interior para eles. A necessidade corresponde a uma crença que temos. Se não existisse uma necessidade, não teríamos o hábito, a experiência e o padrão. Há algo dentro de nós que precisa da gordura, dos maus relacionamentos, dos fracassos, da raiva, dos cigarros, da pobreza, dos maus-tratos, seja lá o que for que representa um problema para nós.

    Seja o que for que estejamos tentando soltar de nossas vidas, trata-se apenas de um sintoma, de um efeito externo. Tentar eliminar o sintoma sem trabalhar na dissolução da causa é inútil. No instante em que relaxamos nossa força de vontade ou disciplina, o sintoma brota de novo.

 A DISPOSIÇÃO DE SE LIBERTAR

   Costumo dizer aos meus clientes: “Deve haver uma necessidade em você por essa condição, senão você não a teria. Vamos voltar um passo atrás e trabalhar na disposição de se libertar da necessidade. Quando a necessidade desaparecer, você não terá desejo de fumar, comer demais ou por qualquer outro padrão negativo”.

   Uma das primeiras afirmações que devem ser usadas é: “Estou disposto a me libertar da  necessidade de <resistência/gordura/pressão alta/afeto/aprovação/reconhecimento/etc>. Se estiver resistindo a essa altura, suas outras afirmações não irão funcionar.

   As teias que criamos em torno de nós tem de ser desmanchadas. Se você já embaraçou um novelo de linha, sabe que puxar e arrancar só piora a situação. É preciso soltar os nós com paciência e jeito. Seja gentil e paciente com você mesmo enquanto desfaz seus embaraços mentais. Procure ajuda se achar necessário mas, acima de tudo, ame-se a si mesmo durante o processo. A disposição de se libertar do velho é a chave. Esse é o segredo.

   Quando falo “necessitar do problema”, quero dizer que, de acordo com nosso conjunto particular de padrões de pensamentos, “necessitamos” ter certos efeitos ou experiências externos. Cada efeito externo é a expressão natural de um padrão de pensamento interno. Lutar apenas contra o efeito ou sintoma é desperdiçar energia e com frequência só serve para aumentar o problema.

 A AUTOCRÍTICA

   A autocrítica só intensificará o adiamento e a preguiça. A energia mental deve ser aplicada na dissolução do velho e na criação de novos padrões de pensamento.

   Não importa qual seja a abordagem escolhida ou sobre que assunto estejamos falando, estamos apenas lidando com pensamentos, e pensamentos podem ser mudados.

   Quando queremos mudar uma condição, precisamos dizer: “Estou disposto a abandonar o padrão dentro de mim que está criando esta condição”.

   Diga isso a si mesmo muitas e muitas vezes sempre que pensar no seu problema ou doença. No minuto em que fizer essa afirmação, você sairá da categoria de vítima. Voce não é mais impotente, está reconhecendo seu próprio poder.

   Quase toda a nossa programação, tanto positiva quanto negativa, foi aceita por nós quando éramos criança. Nossas experiências desde então estão baseadas naquilo que aceitamos e acreditamos sobre nós mesmos e sobre a vida naquela época. O modo como fomos tratados quando pequeninos geralmente é o modo como nos tratamos agora. A pessoa que você está maltratando agora é a criança no seu interior.

   Se você é uma pessoa que fica com raiva de si mesma por ser medrosa e assustada, pense em si como sendo uma criança. Se você visse à sua frente uma criança, cheia de medo, o que faria? Ficaria bravo com ela ou estenderia os braços para confortá-la até ela se sentir segura e tranquila? Talvez os adultos que viviam à sua volta quando você era criança não soubessem como confortá-lo na época. Mas agora você é o adulto em sua vida e, se não está confortando a criança no seu interior, trata-se de algo muito triste mesmo.

   O que foi feito no passado pertence ao passado e terminou. Mas este é o presente e você agora tem a oportunidade de se tratar como quer se tratado. Uma criança assustada precisa de carinho, não de repreensões. Ralhar consigo mesmo só o torna mais assustado e não existe lugar para onde fugir. Quando a criança dentro de nós se sente insegura, ela cria um monte de problemas. Lembra-se de como era ser espezinhado quando você era criança? A sua criança interior sente exatamente o mesmo.

   Seja carinhoso consigo mesmo. Comece a se amar e se aprovar. É disso que aquela criancinha precisa para se expressar no seu potencial mais alto.

COMO MUDAR

   Às vezes, quando tentamos desprender um padrão, toda a situação parece piorar por algum tempo. Isso não é mau, mas apenas um sinal de que a situação está começando a se mexer. Nossas afirmações estão funcionando, temos de ir em frente.

   Às vezes o problema toma uma direção diferente e começamos a ver e entender mais. Por exemplo, suponhamos que você esteja tentando deixar de fumar e esteja repetindo: “Estou disposto a soltar a necessidade de cigarros”. À medida que vai trabalhando nisso, nota que seus relacionamentos vão se tornando mais desagradáveis. Não se desespere, é um sinal de que o processo está em andamento.

   Você é muito mais do que sua mente. Você pode pensar que ela é que está dirigindo o espetáculo, mas é só porque você a treinou para pensar assim. Você também pode destreina-la e treina-la novamente.

   Claro que ela inicialmente se rebelará, pois não deseja ser retreinada. Porém, você está no controle e, se se mantiver firme e concentrado, dentro de pouco tempo o novo modo de pensar ficará estabelecido e será extremamente gratificante tomar consciência de que você não é apenas uma vítima indefesa de seus pensamentos.

 LIBERAÇÃO FÍSICA

    Às vezes precisamos experimentar um soltar no plano físico. Experiências e emoções podem ficar trancadas no corpo. Gritar dentro de um automóvel com todas as janelas fechadas pode ser muito aliviador se estivemos sufocando nossa expressão verbal. Socar o colchão ou chutar almofadas é um modo inofensivo de soltarmos a raiva represada. Podemos também usar esportes com esse objetivo, como jogar tênis ou correr.

 PRESO NO PASSADO

   Muitas pessoas me dizem que não podem desfrutar o presente por causa de algo que aconteceu no passado. Como não fizeram alguma coisa no passado, não podem viver plenamente hoje. Como não tem mais algo que tinham no passado, não podem se divertir atualmente. Como foram magoados no passado, não aceitam o amor agora. Como algo desagradável aconteceu quando fizeram determinada coisa no passado, tem certeza de que ela acontecerá de novo hoje. Como uma vez fizeram algo que lamentamos, estão certos de que serão pessoas más para sempre. Como um dia alguém lhes fez algo, acusam essa pessoa por sua vida não ser como gostariam. Como enraiveceram-se por causa de uma situação no passado, mantêm-se indignados.


http://sementedacura.blogspot.com.br
Reações:

Um comentário:

  1. Aproveitando o assunto, a quem interessar, um teste para identificar seu tipo de procrastinador:

    http://www.playbuzz.com/sidartal10/que-tipo-de-procrastinador-voc

    É baseado no livro de uma psicóloga chamada Linda Sapadin (“It’s About Time!: The Six Styles of Procrastination and How to Overcome Them”, Penguin Books, 1997).

    ResponderExcluir

AVISO

Este site tem finalidades exclusivamente informativas.
É importante esclarecer que este site, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.
Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a
manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,independentemente de censura ou licença" (inciso IX).