segunda-feira, 5 de junho de 2017

Gordura TRANS: O Início do Fim


Bolacha recheda, salgadinhos, sorvetes, chocolates, bolos confeitados, frituras, margarina, molhos para saladas processados... tudo dá água na boca e abre o apetite, não é mesmo? Ah... quem não aprecia um belo bolo de padaria ou supermercado? E aquela bolacha recheada salvadora quando a criança está com fome e a preguiça impede a mãe de preparar algo melhor? É fácil, prático, ampla oferta e disponibilidade. Facilita muito, não é mesmo? Sim, mas será que vale a pena pegar a preço por isso?
O homem produziu em laboratório a mais perigosa de todas as gorduras e chamou-a de TRANS. É obtida a partir de óleos vegetais e sua definição é um tipo específico de ácidos graxos (gordura) formados durante o processo de Hidrogenação industrial ou natural (ocorrido no rúmen de animais).

Dados interessantes:

* no Brasil, a margarina sólida tem em média em sua composição 32,2% e a margarina cremosa 20,7 % de ácido graxo trans (AGT);
* na Áustria, o teor de AGT na margarina é de 1,6 %;
* em Portugal, o teor de AGT na margarina é de 3,0 %.

Qual seria o motivo para a discrepância ser colossal como é? Creio que pelo fato de serem países desenvolvidos, existe uma preocupação latente em manter um equilíbrio nos vários setores como saúde, economia, gestão pública, manutenção da força laborativa, etc. Imagine o que custa aos cofres públicos com medicamentos, corpo médico, uma logística eficiente uma parcela considerável da população acometida de doenças coronarianas?
Para ilustrar o último comentário, aqui vai mais um dado: Um acréscimo regular de 2% no
consumo de gordura trans aumenta em 53% os riscos de doenças cardíacas.
Do ponto de vista nutricional, o que observa-se com o consumo acima do permitido é:
  • elevam as concentrações de LDL num grau semelhante aos ácidos graxos saturados;
  • diminuem as concentrações de HDL (bom colesterol que faz a limpeza das artérias);
  • competem com os ácidos graxos essenciais, inibindo as enzimas envolvidas nas síntese de ácidos graxos polinsaturados de cadeia longa (extremamente benéficos à suade);
  • aumentam a Lpa (Lipoproteína) e os níveis de triglicerídios plasmáticos, associados com o aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Não existe uma % de Valor Diário permitido para consumo, mas apenas o fato de os rótulos especificarem a gordura trans, já é algo muito positivo e segundo a FDA (Food and Drug Administration) : " A FDA estima que após 3 anos da data de obrigatoriedade de listar a GT nos rótulos (01/01/2006), haverá uma prevenção de 600 a 1200 casos de doenças coronarianas e 250 a 500 mortes todo ano".
Portanto, o consumo descontrolado e até irresponsável desse tipo de gordura, representa o início do fim da vida de um indivíduo. Então, fique atento (a) aos rótulos nutricionais e evite aqueles alimentos que possuem este tipo de gordura em sua composição.

http://jordaonutricionista.blogspot.com.br/
Reações:

Um comentário:

  1. Cardiologia é uma matéria muito interessante, e as pessoas deveriam se cuidar mais e ler mais sobre o tema.

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