quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Mutações genéticas de plantas matam as pessoas



















Dezoito milhões de americanos sofrem de doenças ligadas à intolerância ao glúten. Segundo os últimos estudos feitos nos EUA, o problema reside na soja e no milho geneticamente modificados que as pessoas consomem na alimentação. Os médicos consideram que o mundo se encontra no limiar de uma nova epidemia de grande envergadura.
A dieta sem glúten torna-se cada vez mais popular. Não se trata de caprichos da moda. Isso é uma necessidade vital para a maioria das pessoas. O organismo humano recusa-se cada vez mais a digerir o glúten, proteína contida nos cereais. A intolerância ao glúten quando do consumo de produtos que o contêm leva à alteração do processo de digestão. Como consequência, temos um amplo espectro de doenças: do autismo até ao cancro.

Tendo em conta o facto do aumento da sensibilidade ao glúten ter sido brusco nos últimos 20 anos, a ligação do crescimento brusco da doença ao emprego de organismos geneticamente modificados (OGM) é indubitável, assinala Irina Ermakova, doutor de Biologia, perita internacional sobre segurança ecológica e alimentar:
“Observa-se um aumento brusco de pessoas com doenças oncológicas nas regiões onde há muito OGM. Os casos de obesidade e de diabetes cresceram também várias vezes depois de para essas regiões terem trazido produtos geneticamente modificados. Além disso, deteta-se infertilidade. Isto é o mais terrível. Constata-se que a infertilidade não existe só entre o homem ou os mamíferos, mas regista-se praticamente entre todos os seres vivos. Isso pode levar à destruição da nossa biosfera, porque os insetos e as bactérias úteis deixam de reproduzir-se, muitas plantas desaparecem. Resumindo, os OGM são uma bomba de ação retardada”.
Entretanto, no mundo não há uma avaliação unânime do perigo dos OGM. Por exemplo, semelhantes produtos são muito utilizados nos EUA. Aí não existe uma lei sobre a rotulagem obrigatória dos produtos que contêm OGM. Na China é permitido cultivar algodão e papaia geneticamente modificados, mas importa-se também milho e arroz geneticamente modificados. Na Europa, a Áustria, Alemanha, França, Grécia, Polônia, Bulgária, Luxemburgo e Hungria renunciaram completamente à produção de OGM. Mas a Ucrânia, dentro em breve, aumentará o número de países onde irá crescer soja geneticamente modificada, tendo já sido tomada a respetiva decisão.
O problema consiste em que, até agora, não foram realizados estudos globais sobre a influência dos OGM no meio ambiente e, nomeadamente, no homem. Os cientistas que trabalham com as empresas transnacionais que produzem OGM e os cientistas independentes que não apoiam a ideia da engenharia genética não conseguem chegar a acordo. Não confiam nas experiências uns dos outros. E visto que é mais vantajoso, do ponto de vista comercial, produzir e utilizar cereais geneticamente modificados, em comparação com os naturais, eles têm um forte lóbi nos diferentes países.
A Associação Nacional da Segurança Genética da Rússia decidiu que se deve pôr um ponto final na discussão: proibir os OGM se forem prejudiciais ou acalmar as pessoas se não existir perigo, declarou Elena Sharoikina, diretora da Associação, à Voz da Rússia:
“Deve realizar-se uma experiência, cujas normas têm de ser acordadas entre adversários e adeptos dos OGM. Durante o ano, realizámos um grande trabalho com cientistas russos e estrangeiros. No verão, recebemos especialistas dos EUA, França, Reino Unido. Foi criado um grupo de trabalho. Hoje temos protocolos preparados. Considero que semelhante experiência será uma sensação mundial, porque, até agora, durante 20 anos de emprego comercial de OGM, ninguém no mundo juntou cientistas de diferentes países e de diferentes disciplinas científicas para investigar de forma total e completa a ação do OGM nos organismos”.
Em 2017, a Rússia pode juntar-se à lista dos produtores de soja geneticamente modificada. Isso foi anunciado na sexta-feira passada na conferência “Holdings Agrárias da Rússia”, realizada em Moscou. Mas se os resultados da experiência forem negativos, e os especialistas prometem que basta um ano para se obter resultados gerais, no solo russo não será plantado nem sequer um grão geneticamente modificado.

Natalia Kovalenko

Voz Da Rússia
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